sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

' 2011...


__ Então lá vamos nós. Você está quase partindo. Eu seria suuper injusta, se eu dissesse que você foi ruim durante todo esse tempo, afinal, você me trouxe coisas boas, e isso eu não posso negar. Mas você, também, me trouxe sofrimentos.
Conheci pessoas maravilhosas durante todo esse tempo que passamos juntos. Ganhei, até, um novo velho amor. Tive várias oportunidades de fazer o que gostava, confesso que desperdicei algumas. Neste tempo também ri muito, porém.... chorei bastante também. Acho que fui um pouco ingrata com você, pedindo que você passasse logo e desse lugar à um ano novo. Agora que você está no fim, me vem na cabeça tudo o que fiz, e tudo aquilo o que poderia ter feito e deixei de lado por medo ou por preguiça mesmo (Acho que no fundo todos pensam nisso). Muitos podem culpar você, mas eu, ao contrário, me culpo por não ter aproveitado de forma eficaz o tempo que me deu. Caraaa, eu deixei pra trás tanta coisa, deixei de fazer tantas coisas. E quando fiz, não foi com toda a dedicação merecida. E, pra falar a verdade, agora bateu certo arrependimento. 
Acho que to com vontade de ter mais tempo. De poder tentar consertar as coisas. De terminar o que ficou inacabado, ou, quem sabe, aceitar a oportunidade de dar inicio ao novo. Mas sei que não resta mais tempo. Não agora. Não pra nós dois juntos. 
Em poucos dias um novo ano virá. Uma nova lista de objetivos será lançada, assim como os novos pensamentos. Novas metas para cumprir. Novos planos a serem traçados. Mas você ficará na lembrança com todas as suas coisas boas, e as ruins, que me sirva de aprendizado. Tenho certeza. 
Você foi mais uma marca dos vinte e um anos de vida que tenho. Então, me resta lhe garantir ser mais forte, chorar menos e me dedicar mais. Tentando, assim, aproveitar os novos anos que estão por vir, mas sem esquecer de todo o aprendizado que você  me deixou. 
Que você vá em paz e ceda lugar a um novo e belo ano. 

E que o novo seja doce. Para mim. Para todos. 

"Sem últimas esperanças. Temos esperanças novinhas em folha, todos os dias." 


DÉBORAH L.

domingo, 20 de novembro de 2011

' Sem título ;X


__ um festa que há muito tempo eu me programava tá rolando lá, mil apostilas pra estudar, 03:01h da madrugada, e eu aqui... pensamento sabe-se lá onde, se aqui, ou em outra cidade, estado, ou posso dizer país? Há quem diga que minha vida daria um bom roteiro pra filme de drama, e um drama de primeira. E agora não poderia ser diferente. Nesses últimos dias comecei a ser obrigada a aceitar algumas coisas. Descobri que to pior do que eu imaginava, e não dá pra negar. Realmente você me fodeu de todas as formas que uma pessoa pode foder outra pessoa. Acabou comigo :( Descobri que esse sentimento é o que vem acabando comigo. Pode parecer uma história bonita, mas acho que é bonita pra quem está de fora. Só pra quem vê e pensa como uma boa história de cinema. Porque pra quem vive, ah meu amigoo, não é tão bonito assim. Não mesmo.
Esses dias tive que ver diretamente o não. Considerando tudo que eu já foi vivido, isso é bem vulnerável. Mas dessa vez foi bem diferente. Insegurança é uma coisa bem real perto de você. Você acaba me dando toda a esperança do mundo sem precisar me prometer absolutamente nada. Sei muito bem da minha culpa de criar as velhas e inconvenientes expectativas. Sei muito bem da minha culpa em achar que tudo poderia viver nesse vai-vem, com minha tal flexibilidade moral pra viver uma aventura com você. Na verdade, você consegue, de um jeito muito estranho, me fazer bem e mal ao mesmo tempo. E isso é tudo o que eu menos quero e preciso agora. Cheguei naquele ponto extremo, onde não estou mais disposta a jogar. Vivo um tanto quanto cansada de ter que ter jogo de cintura e adivinhar o seu próximo passo, ou qual carta você vai descartar. Meu momento agora exige tranquilidade e segurança. Insegurança já me basta vindo de você.
Preciso colocar os pés fixos no chão, tentar recomeçar, e não jogar. Preciso viver. Preciso fugir antes que tudo de bonito que existe (ou existiu, sei lá) deixe de existir. Preciso não querer, e muito menos precisar de um “oi” seu que não seja pra mim. éééh, ocorreu o que já vinha ocorrendo há muito tempo, e só eu não conseguia enxergar: acho que amei bem além da conta. Amei mais que o que se é aceito, mais do que eu podia aturar. Amei mais do que eu podia amar e agora estou pagando por causa disso. Que saber, sofro sim. Podem registrar esse momento de desabafo que não é raramente que ocorre, mas quando ocorre, eu sempre me mostro mais segura. Estou fugindo do amor "com medo de perder minha liberdade". Mais do que isso, tenho medo, sobretudo, de demolir as coisas bonitas e mais singelas que eu venho conservando de você ao longo do tempo.
Portanto, me demito temporariamente. Pra ser bastante sincera nem eu acredito nessa despedida, mas preciso de tempo pra recomeçar. Preciso tentar me reconstruir... pra, quem sabe assim, procurar alguma forma de resgatar o que houve e ainda haverá.

O difícil hoje, não é perguntar se eu ainda te amo, mas sim... se depois de tudo, eu ainda te amaria.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

' 1ª/2ª pessoa


_ São exatamente 03:46h da manha, dia 04/11/11... mais uma noite onde tento dormir, não consigo, fico olhando pra o teto e pensando o quanto é irônico como tudo fica mais claro depois que você começa a ver o real lado das coisas, quando você realmente quer ver as coisas, e o quanto elas ficam mais claras depois da “tempestade”.
Até que tudo poderia finalizar por aqui. Mas não. Eu tenho sempre essas urgências que me fazem continuar, que me impedem calar. Mas seria bom se alguém me ensinasse como se faz pra calar o coração, não é mesmo? IMPOSSIVEL. Eu não poderia, e ninguém pode. É bem simples, sou feita inteiramente do que sinto. E, quer saber, eu sinto. Muito. E-XOR-BI-TAN-TE-MEN-TE. Desse jeito mesmo, grande e em pausas, que é pra dar tempo de me acompanhar. Pode parecer difícil, que eu sou uma maluca que não se contenta apenas com alguns momentos. Sou daquele raro tipo de pessoa pra quem tudo tem que ter uma razão, um porquê. Um simples significado oculto que seja. E isso me faz saber que não é qualquer um que consegue lidar com isso sem meter os pés pelas mãos. Aprendo. Sou difícil. Pra alguns, incompreensível. Pra outros, nem tanto.
Hoje passei a acreditar que as coisas se abrem exatamente no momento em que estamos prontos para enxergá-las. E eu vi. No meio a tanta bagunça emocional, eu senti. Entendi. Compreendi. Reconheci e aceitei as culpas, os erros, os desencontros. Me perdoei. Te perdoei. Assim mesmo, na primeira e segunda pessoa, pra ficar claro que eu entendi que o que me faz mal são as minhas próprias escolhas, e que os outros são responsáveis por suas escolhas, não posso mudá-las. O resto que vier, é consequência. O que acaba por fugir do meu controle, bem... apenas foge do meu controle. Simples assim. Chega de sofrer pelo que EU não posso mudar. Sem perder a placidez pelo que não vale à pena. E principalmente, sem perder a lealdade por mim mesma.
Não espero que tudo que falo ou faço seja entendido, muito menos, tenho a intenção de me explicar. Mas, quer saber da real? Às vezes dói. Dói porque essa falta de desenvoltura me deixa perdida. Acaba doendo porque as coisas se desmoronam de uma forma meio caótica e mais uma vez eu fico com aquela velha conhecida cara de interrogação: por quê? E o mais incrível, é que ao mesmo tempo dói de uma forma necessária pra que as coisas achem o seu devido lugar, e aí – BUUUH! - encontro meu ponto de equilíbrio no lugar mais improvável do mundo: dentro de mim.


Dói.
Mas junto com a dor vem aquela leveza que - ainda bem
- tem teimado em não me deixar sozinha.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

' COMPANHIA ;x

'E em meio as minhas lembranças, você se torna a minha melhor companhia, os dias vão passando sem um sentido qualquer; precisava sentir sua respiração, a sua risada era como um alimento pra mim, aquele que sustentava mais do que qualquer outro já ingerido; ele sempre alimentava meu coração de esperanças, com certezas de sonhos, aquele sorriso sempre me mostrava como era bom ter você por perto, e agora? Sorrisos parecem tão falsos pra mim, principalmente os meus. Como faço sem você ao meu lado? Me faço essa pergunta todos os dias, sempre ao abrir os olhos, mas ainda não encontrei a resposta, e também não sei muito bem se quero encontrá-la, infelizmente e por mais incrível que pareça, tenho aprendido a conviver com perguntas que nunca aparecem respostas, e não são somente as perguntas, mas sentimentos também. Ainda me lembro da última vez que o vi, seu sorriso de despedida ainda está aqui gravado na minha mente e todas as vezes que perco as esperanças, fecho os olhos e me lembro dele, apesar dele não te trazer de volta pra mim, ele simplesmente me acalma, assim como vem fazendo desde o primeiro dia. E é assim que os dias vão passando mais rápido frente à vida, e vou indo como um telespectador... eu apenas assisto, as vezes, é como se não fizesse verdadeiramente parte de tudo isso que acontece, me sinto como uma simples figurante que está lá, e apenas ocupa espaço, mas não pode fazer nada pra te trazer de volta, é assim que me sinto muitas vezes. Talvez sua ausência não seja o único fato para que eu me sinta assim, mas era diferente com a sua presença, porque com você muita coisa seria melhor, e sua presença me dava certa segurança, é algo que não consigo explicar, mas era diferente de como me sinto quando estou só, palavras não definem o sentimento que tenho, é algo muito grande para se colocar em meras páginas em branco ou para ser dito em poucas e chulas palavras, mas é um tipo de sentimento que não precisa de muitas explicações quando cruzam meus olhos ou sinto meu coração ou apenas como ajo, isso já é suficiente para ver e decifrar tudo.

E tudo vai passando, não por completo, mas o bastante pra me trazer momentos que me fazem rir, pois você aparece nas lembranças mais bonitas que carrego na memória, e principalmente no coração, que é onde você se encontra, fazendo com que você seja mais uma vez a minha melhor companhia, como se realmente estivesse ao meu lado (...) 


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

' Ela e eu/ Ela ou eu!?!

- O tempo vai passando junto aos pensamentos. Com passos lentos, olhares fixos, uma mão no bolso e a outra ao vento. Sentindo o sabor de cada lágrima que vai percorrendo sua face, escorrendo pelos lábios. Sobre o rosto, um óculos escuro, cobrindo, praticamente, o todo. Tudo isso pra fazer se sentir um pouco mais segura. Pra ninguém tentar imaginar seu futuro pelos olhos dela. Todo começo de cada sentir, a chuva parecia cair... mas só o tempo que mudava. Uma mistura de frio e calor, e mais calor... seco e molhado, e assim tudo seguia. Olhava pra o céu, mas não se via a lua, apenas as estrelas. Sim, era noite sim... e mesmo assim ela usava óculos. Não por problema de vista ou coisa do tipo, pois não existe o porquê de esconder nada de ninguém, mas ela não queria ver o futuro daquele olhar. Tudo por conta da tristeza que é só dela. Fatos assim, dela pra ela. Uma saudade só dela, um sentimento, um querer, um sentir, um gosto, uma vontade, uma verdade, um tudo, um nada. Não existem ponteiros nessas horas. Tira essa mão do bolso, olha pra frente, e solta um sorriso de canto ao ver chegar. É, uma mulher menina, uma menina mulher. Eterna menina. Futura mulher. Não tem pressa. Tudo munda. Tudo gira. Ela vai se achando e se perdendo nos pontos de tudo. Desse texto, do momento, da vida, do nada, de tudo o que vê e pensa, do agora. 
Sentada na varanda, vai vendo a lua chegar e andando no vento. Não havia nuvens no céu. Usava um short e uma sandália havaiana em pleno sábado. Às vezes, dava cada pulo, que parecia alcançar as estrelas. Voava. Sorria. Adorava ela, ali parada, admirando cada gesto, cada segundo de cada passo e olhar. Tudo vai muito lindo. Cabelos contra o vento, o coração preservando as composições da verdade e os olhos misteriosos camuflados. Ela é e sempre será assim. Adora brincar de esconder coisas. Sentimentos. Ninguém imagina, mas eu já descobri algumas dessas coisas. E algumas pessoas, inexplicavelmente, também. Penso em uma música, e há outra pessoa que não é ela nem sou eu, começo a cantar. É tão excitante isso tudo. Nós entendemos. É o entender de olhos. Amo os olhares e o que eles tentam dizem. Mais engraçado é quando o olhar contradiz o que a boca fala. Sinto que o de dentro entende mais, por isso ela solta gargalhadas que, às vezes, nem eu entendo, mas isso melhora.
A deixo só e de longe a observo. Ela nunca ficou só, mas às vezes é de sua preferencia ficar. Ama músicas, vinhos e pessoas de sentimentos de verdade. Ela e eu, ela ou eu... misturando alma e coração. É tão bom sentir... O olhar perspicaz da lua, os sentimentos preservados, a chuva, os óculos em todas as horas e um sorriso de canto de boca... Já tá na hora, é dia, vamos dormir com a lembrança daquele sorriso da lua, da vida. Não há distância, tá tudo em nosso peito. Dela e meu.  O nosso relicário secreto. Dormiu. Ela, Eu... Ah! Sem despedidas, te peço por favor. Durma com os anjos...

não diz nada, você não diz nada. apenas olha para mim, sorri. quanto tempo dura?


Déborah L. ;*

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

' Meus Vinte e poucos anos...


' Mais um ano que vai passando em minha vida. Não, com certeza, eu não estou doida e sei que ainda estamos em agosto e que não é ano novo, disso tenho total consciência. Mas sei que, a cada aniversário, uma nova vida vai se formando dentro de mim, dentro de você, dentro da gente e, mesmo que não queiramos, há sempre algo de novo que vai nos impulsionando para frente.  Muitos num dizem que até um pé na bunda faz isso? Pois bem, é isso ai. Há uma vida e falta tanta coisa nela, mas também sobra tanto amor e tanta coisa. Só que costumo dizer que há esperança, certo? Porque eu ainda estou aqui, ainda estou respirando, e enquanto houver vida, haverá esperança para seguir em frente e bem. A saudade me acompanha todos os dias, mas também me traz a certeza que nunca estarei sozinha.
Já ouvi muitos dizerem que sou leão, ascendente em escorpião, mas juro que não sei muito bem o que isso quer dizer.
Durante todos esses meus 21 anos venho tentando ser, de alguma forma, algo além de um pobre grão de areia neste mundo. Venho tentando todos os dias, saber se minhas tentativas estão sendo e/ou se foram bem sucedidas.
Admito que fiz poucos amigos, mas creio que, apesar de poucos, bons. E a estes tenho muito que agradecer (não preciso citar nomes, pois sei que cada um sabe disso). Vários foram os tropeços, mas tenho certeza que maiores foram os acertos.       
sei que lutei incansavelmente contra essa minha mania de me julgar autossuficiente. Aprendi a maior lição. Aprendi a amar. E mais importante ainda: aprendi a conviver e aceitar os outros exatamente como são, pois somente assim poderia amar de verdade. Procuro sempre acreditar
que o bem sempre vai vencer no final, mesmo que as forças negativas me digam o contrário todo-santo-dia.                                                                    
Tenho certeza que sempre consegui deixar meus sentimentos de forma clara, a quem quer que fosse, sem medo de que pudessem julgar.
Procuro sempre dizer o que penso, quando quero e como quero. Sei que isso pode acabar machucando um pouco as pessoas, mas saibam que me machuca também, e acreditem que às vezes muito mais do que a vocês.
A sinceridade faz parte de algo que sou e eu detesto que duvidam de mim. Hoje eu sou minhas tentativas, independente de falhas ou acertos. Minhas expectativas. Meu mundo. E sei amar com a maior sinceridade que a palavra amor possa representar e exigir.  Tenho tudo que preciso pra chegar em algum lugar, só me falta uma coisa... Só falta definir onde...





 E apesar de tudo vou seguindo...  
A mulher de alma aleijada
e a menina curadora de todas as feridas.









Déborah Lyra C. M. de Barros

quinta-feira, 14 de julho de 2011

‘ de mim para você.


"Eu não quero ver você cuspindo ódio. Eu não quero ver você fumando ópio pra sarar a dor. Eu não quero ver você chorar veneno. Não quero beber o teu café pequeno. Eu não quero isso seja lá o que isso for...
(...)
Não quero medir a altura do tombo. Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro...
O melhor futuro: este hoje escuro".
(Zeca Baleiro)
 
 
 
 
 
 
- Por muito tempo tive várias coisas a serem ditas. Não que eu tenha algum tipo de experiência, com certeza não. Mas sei que maturidade não se adquire em aniversários feitos. Ultimamente me vejo com um nó na garganta, sem poder dizer o que realmente penso e quero. E como não podia ser diferente, escrevo. Escrevo tentando aliviar tudo que tá preso, no peito, na garganta, no pensamento.
 Ééé! Peço que me desculpe por todas as tentativas inúteis de cuidar de você, mas não consigo deixar de acreditar que tudo isso ainda vai mudar. Aprendi muita coisa nesse tempo, sabe qual é uma delas? Que não se pode esperar muito das pessoas, nem se doar tanto. Mas apesar de saber disso, você me dói. Acabo pegando suas dores e as transformo nas minhas. E sinto como se quisesse parar a sua dor. Mas sabe!?! Ninguém pode parar a sua dor, a não ser você mesmo. Só você. Talvez, se você procurasse se achar dentro de si mesmo, quem sabe, encontrasse a solução para seu enigma. Sei que é difícil esse jogo, mas tente querer. Basta querer. A maioria de nossos males se esconde dentro de nós mesmo. APRENDA: O caminho é in, não off”.
Escuta aqui! Tente sempre se superar. Se a infância foi árdua, difícil, tente superá-la. Só você pode fazer isso por você. Sei que irá dizer que é complicado, mas admita: passar a vida toda adubando as mágoas sofridas te fará esquecer o presente. O passado doeu, tudo bem, mas passou. Procure olhar lá fora! Veja que há sempre um nascer do sol pra te trazer esperança. E junto dele um céu incomensurável nos mostrando que o dia tem muitas horas cheias de lucidez para serem vividas e aproveitadas! Observe a sua volta: muitas pessoas te amam. Pare de gastar horas da sua vida pensando naquilo que te fez sofrer no passado, não trate com indiferença aqueles que querem caminhar ao teu lado e te ajudar a seguir em frente. Não. Não os deixe sem resposta.
Aceite que a vida flui rapidamente por entre nossos dedos para ser perdida, pra ser jogada ao vento.  As respostas que você procura estão em você. Daí então quando você as encontrar, estará pronto para enxergar que a felicidade pode ser fácil se procurarmos ver com olhos de simplicidade. Se, no dia-a-dia, soubermos dar valor aos momentos únicos e humildes, a vida poderá se tornar bem mais alegre...
Pare de se martirizar! A bola de neve não irá parar de aumentar, para isso você precisará colocar o freio. A tristeza poderá atingir a todos. E, pode ter certeza, ela atinge. É inteiramente natural termos nossos dias onde tudo se encontra as cinzas. No entanto, não faz sentido algum ficar cultivando, a todo instante, enjôos na alma. Te peço que não me leve a mal.
Durante todo esse tempo eu só quis o seu bem. E ainda quero.  Admito. Se nós não nos encontrarmos, não faz mal. Mas, por favor, acredite nas coisas que digo.
Peço todos os dias que você encontre sua felicidade... Ah, como eu peço!
Só te desejo coisas maravilhosas. Ontem. Hoje. Sempre. Acho que já falei demais.
Só vou pedir mais uma coisa: aceite a vida e aceite o que ela vier a te oferecer. “Que seja doce”. De outra maneira, procure ver o lado bom das coisas e, quem sabe assim, poderá ver como a alegria pode ser acessível. Dê valor aos elogios que te fizerem e saiba aceitar as críticas, muitas vezes são elas que te levantam. Acredite neles. Não, procure não pensar tanto naquilo que você julga acreditar ser um defeito seu. Se aceite e se ame exatamente como você é.
Perfeição é utopia, fantasia, ilusão... meu bem! Não a busque. Você, com certeza, não a encontrará. Só Ele foi perfeito diante os olhos do Pai!
Saiba aceitar que a pessoa que você arquiteta existe apenas no seu sonho. Acredite, ela não aparecerá na sua porta e te convidará a viver. Nós todos temos problemas. Todos nós erramos, temos defeitos e, que nem de longe, são inteiramente belos ou completamente feios. Entenda que todos nós somos humanos. E isso é um bem maravilhoso, não é? No seu redor existe tantas pessoas querendo, unicamente, amar você... Por que não dedicar uma parcela do seu tempo para elas? Arruíne essas grades que te bloqueiam. Elas não te levaram a nada, a não ser isolamento.
Se ame.

De mim... só te desejo maravilhas!
Com carinho e com amor,
de mim para você.

 
Déborah L. ;*

domingo, 10 de julho de 2011

' Reticências

__ Não ando muito animado. 
Mas voltei a escrever,
ou pelo menos a mexer nas gavetas, nos papéis, nos fantasmas. "
(CFA)







_ e depois de um bom tempo sem escrever, me deparo com uma realidade diferente. Acho que ando com uma preguiça da vida, preguiça de mim, talvez. Difícil de acreditar, vindo de alguém que tem um amor tão grande, amor pela vida... alguém que chega a amar tão fácil. Diria que ando com preguiça dessa mania desregrada e sem-vergonha de amar a todos o tempo todo. Mas sou daquele tipo que se encanta facilmente com tudo, um toque, um cheiro, um gesto, uma música, um beijo... e isso me leva a um inevitável status de incompreensão pelos outros que não são como eu. E estes insistem em me decifrar, mesmo que eu diga que não sou pra ser entendida.

E qual seria o resultado disso??

O resultado é praticamente o mesmo em todas as vezes que tentamos decifrar alguém: conclusões errôneas e rótulos equivocados. Mas chega! Cansa! Diga o que quiser, só não me rotule no seu achar! Sou inteira, sou de amar e pronto. Gosto de gestos, toques, telefonemas, abraços, carinhos, beijo na testa e “eu te amo”. Mas devo confessar que viver com o coração à amostra pra todos não é tarefa muito fácil, principalmente num mundo onde a maioria das pessoas, cada vez menos, se importam com os sentimentos uns dos outros. Gosto de gente que erra, admite o erro e tenta consertá-lo. Gente de verdade, sem sorriso forçado! Por isso continuo me emocionando. Errando. Escrevendo. Amando da maneira mais intensa. Continuo amor.
Hoje eu diria que não corro atrás de respostas, nem tento mais entender o que se passa nesse meu pensar. Apenas ME busco. Talvez o que eu nem saiba, que não tenha nem nome, ou eu nem saiba o porquê. Hoje essa inquietude constante me engole, e incertezas me rodeiam, mas sabe?! Hoje ouvi algumas das palavras mais lindas que já ouvi, embora elas nem fossem realmente bonitas, mas foram ditas da maneira mais sincera que alguém pode transmiti-las. Relatos de vida real, onde a realidade não pode ser apagada com uma borracha e consertada, mas onde um querer pode levar essa realidade a ter outra continuação, diferente do seu início. Cheguei até a imaginar aquelas palavras sendo escritas por mim, cada vírgula, exclamação, suspiros, não sei como seria o ponto final... porque isso só o tempo poderia dizer...
Me aventurei em abandonar minha loucura e meus exageros por um longo tempo. Tirei férias. E essa calmaria que vem me rodeando, apenas camufla um oceano de pensamentos, dúvidas, decepções, preferências, planos... confusões. Eu diria que começo a ver o mundo por outro ângulo. Digamos que a própria vida começa a me apresentar de uma nova forma. Aqueles que me conhecem sabem que não sou de fazer o que não me faz bem. Diria, então, que este seria um dos motivos por eu estar me despindo e demitindo de sentimentos, sofrimentos e outras coisas mais... vivo com a alma cheia de excessos, de preocupações, de vazios a serem preenchidos. A realidade é que minha alma anda meio que egoísta, apesar de tudo, e ta pegando outros rumos por ai, mas tenho certeza que jaja ela me acompanha; acho que não é a toa que dizem que os bons filhos retornam à casa.

Deixa... minha alma logo se desocupa, permite o novo entrar,
 e tudo voltará ao seu devido lugar. (Ou não).

sexta-feira, 27 de maio de 2011

' Revelar.


Tudo aqui quer me revelar. Minha letra, minha roupa, meu paladar.
O que eu não digo. O que eu afirmo. Onde eu gosto de ficar.
Quando amanheço. Quando me esqueço. Quando morro de medo do mar...
(Zélia Duncan)
 
- Pensei que estivesse acertando o ritmo, o tema, o tempo, o lugar pra abrigar meu olhar, mas esse sentimento não encontra a palavra certa. Sinto que nada se traduz e as palavras parecem se perder em meio a tantos labirintos encontrados dentro de mim. Já faz algum tempo onde meus textos viram apenas rascunhos salvos em uma pasta de computador ou em mais uma folha perdida no meio do caderno. As palavras se amontoam junto a tantas coisas escritas que aparecem do nada. Na mente, no coração. Parecem apenas frases incertas, desconcertadas. Difíceis de serem publicadas, mas com muito sentimento e pouca harmonia.
Apesar de tudo, não consigo parar de escrever. Acho que tudo que acontece comigo se acumula e quando não dá mais pra segurar, começo a registrar tudo que sinto em um português desajustado, meio sem nexo. Começo a rabiscar as últimas folhas do caderno e ate mesmo naquele pedacinho de papel jogado no fundo da bolsa. Não consigo parar de escrever, e não escrevo a fim de consertar erros de escrita, mas acho que escrevo na finalidade de consertar meus deslizes a cada escrita sobre minha vida. Estou sempre escrevendo e reescrevendo mentalmente minhas impressões, meus pensamentos, meus momentos, meus sentimentos, sejam eles errados ou certos. Continuo insistindo na idéia de que erros ortográficos não representam nada e nem são dignos de críticas, pois estes não pesam, mas já os erros de atitude, estes sim, pesam no pensamento.
Ultimamente vejo meus textos como formas de desabafos, talvez até flores que insistem em permanecer num jardim onde o jardineiro não sabe se continua seu trabalho, por estar cansado e desatento. Alguém que procura acreditar que sempre há uma nova chance. Que acredita na sua arte. Nem tudo que é belo se forma por cuidados minuciosos ou pequenos detalhes observados por todos, só os mais sábios de espírito conseguem enxergar a beleza da simplicidade. Não preciso ser a mais bela flor do jardim pra ser a mais bela de todas as flores. A flor que existe em mim, veio do mato, sem cuidados especiais, apenas da beleza da natureza. Daquelas que crescem quando já não são mais lembradas. Que tomam rumo natural e despertam somente os donos dos olhares demorados.
Faz algum tempo onde sinto medo das minhas entrelinhas. Talvez quisesse fugir de quem nem me perseguia. Não ser cobrada de algo que não quero e nem posso revelar. Me sinto impaciente e rígida comigo mesma. Aquele olhar grande e simples que sempre tive com relação ao tempo e a poesia se tornou, por alguns instantes, algo pequeno. Mas não sei desistir. Não quero. Não posso. Preciso retornar a casa, não reparar no relógio, sentar-me sem pressa e deixar que as linhas tomem forma e as palavras ganhem vida.
Sigo quebrando pedras encontradas no meu interior, e a cada questionamento que faço por haver tantas perguntas em mim, escrevo.
Escrevo sem saber nem a quem está destinado, escrevo talvez por mania, ou por gosto, ou por vício, eu diria. Escrevo pra não morrer engasgada com tantas coisas dentro de mim. Pra não morrer de amor. Prefiro escrever por ser aquela flor esquecida no meio do mato do que gente que tem medo de sentir e ser não lembrada. Acho que eu sou assim. Sem medo de publicar quem sou. Sem medo de perder amigos ou amores por me abrir a um mundo onde a maioria não se mostra ser o que é, onde a maioria se esconde atrás de mascaras e escudos.
Até o que não escrevo me torna cheia de vida. E vou me perdendo nos meus silêncios. Na voz calada. Nas palavras mudas que me descrevem.


                          “Pensei que estivesse acertando o ritmo, o tema, o tempo, o lugar pra abrigar meu olhar, mas esse sentimento não encontra a palavra certa. Sinto que nada se traduz e as palavras parecem se perder em meio a tantos labirintos encontrados dentro de mim....’’

Beeijos ;* Déborah L.