sexta-feira, 4 de novembro de 2011

' 1ª/2ª pessoa


_ São exatamente 03:46h da manha, dia 04/11/11... mais uma noite onde tento dormir, não consigo, fico olhando pra o teto e pensando o quanto é irônico como tudo fica mais claro depois que você começa a ver o real lado das coisas, quando você realmente quer ver as coisas, e o quanto elas ficam mais claras depois da “tempestade”.
Até que tudo poderia finalizar por aqui. Mas não. Eu tenho sempre essas urgências que me fazem continuar, que me impedem calar. Mas seria bom se alguém me ensinasse como se faz pra calar o coração, não é mesmo? IMPOSSIVEL. Eu não poderia, e ninguém pode. É bem simples, sou feita inteiramente do que sinto. E, quer saber, eu sinto. Muito. E-XOR-BI-TAN-TE-MEN-TE. Desse jeito mesmo, grande e em pausas, que é pra dar tempo de me acompanhar. Pode parecer difícil, que eu sou uma maluca que não se contenta apenas com alguns momentos. Sou daquele raro tipo de pessoa pra quem tudo tem que ter uma razão, um porquê. Um simples significado oculto que seja. E isso me faz saber que não é qualquer um que consegue lidar com isso sem meter os pés pelas mãos. Aprendo. Sou difícil. Pra alguns, incompreensível. Pra outros, nem tanto.
Hoje passei a acreditar que as coisas se abrem exatamente no momento em que estamos prontos para enxergá-las. E eu vi. No meio a tanta bagunça emocional, eu senti. Entendi. Compreendi. Reconheci e aceitei as culpas, os erros, os desencontros. Me perdoei. Te perdoei. Assim mesmo, na primeira e segunda pessoa, pra ficar claro que eu entendi que o que me faz mal são as minhas próprias escolhas, e que os outros são responsáveis por suas escolhas, não posso mudá-las. O resto que vier, é consequência. O que acaba por fugir do meu controle, bem... apenas foge do meu controle. Simples assim. Chega de sofrer pelo que EU não posso mudar. Sem perder a placidez pelo que não vale à pena. E principalmente, sem perder a lealdade por mim mesma.
Não espero que tudo que falo ou faço seja entendido, muito menos, tenho a intenção de me explicar. Mas, quer saber da real? Às vezes dói. Dói porque essa falta de desenvoltura me deixa perdida. Acaba doendo porque as coisas se desmoronam de uma forma meio caótica e mais uma vez eu fico com aquela velha conhecida cara de interrogação: por quê? E o mais incrível, é que ao mesmo tempo dói de uma forma necessária pra que as coisas achem o seu devido lugar, e aí – BUUUH! - encontro meu ponto de equilíbrio no lugar mais improvável do mundo: dentro de mim.


Dói.
Mas junto com a dor vem aquela leveza que - ainda bem
- tem teimado em não me deixar sozinha.


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