- De tantas rasteiras que já me dei, eu ainda não me satisfiz com a última que eu mesma dei no meu coração. Lá vou eu tentando meu auto-sabotamento outra vez. Lá vou eu inventando um outro amor, mas não qualquer amor, e sim aquele antigo, perdido, errado. Lá vou eu sonhando em habitar aqueles olhos e me perder naquele sorriso. Lá vou eu inventar histórias que há muito já foram vividas. Tudo isso ao mesmo tempo em que eu ainda insisto num outro final feliz improvável.
Eu e a minha mania de me apaixonar por tudo e por todos. De me achar e me perder em versos, toques, olhares, sorrisos e suspiros. Eu e a minha mania de enxergar príncipes encantados onde na verdade só há um Don Juan com precedentes de canalha. De gostar desse calorzinho no coração. De escutar ele dizer "seu corpo combina com o meu..." e ficar com uma cara boba, quando sei que estou apenas inventando e ainda sim acreditando nos meus amores. Com aquele pensamento cretino de que se tantos já deram certo, por que esse não daria? Se ele não vale nada, por que não posso fazer valer?
Tira esse sorriso da cara, garota! Tira essa certeza incerta desse seu coração levado. Aliás, aquieta esse coração; chega de sonhar, se não, qualquer dia ele para por aí e você vai ter a cara de pau de dizer não saber o porquê. Quando na verdade você vive se metendo em aventuras sem saber se vai dar conta de tanta adrenalina.
Mas sabe o que é? Gosto da emoção, de correr o risco. De apostar. Não consigo não me deixar envolver. E me envolvo com vontade de ir fundo no desconhecido. Não consigo simplesmente ignorar a conversa da semana passada, as mensagens, os telefonemas, o beijo, a poesia dedicada e nem aquele sorriso descompromissado. Qualquer convite é motivo pra festa, roupa nova, cheiros, sabores e mil expectativas. Expectativas essas que podem ou não serem alcançadas. Mas qual o problema, você não gosta de arriscar?
Eu e a minha mania de me apaixonar por tudo e por todos. De me achar e me perder em versos, toques, olhares, sorrisos e suspiros. Eu e a minha mania de enxergar príncipes encantados onde na verdade só há um Don Juan com precedentes de canalha. De gostar desse calorzinho no coração. De escutar ele dizer "seu corpo combina com o meu..." e ficar com uma cara boba, quando sei que estou apenas inventando e ainda sim acreditando nos meus amores. Com aquele pensamento cretino de que se tantos já deram certo, por que esse não daria? Se ele não vale nada, por que não posso fazer valer?
Tira esse sorriso da cara, garota! Tira essa certeza incerta desse seu coração levado. Aliás, aquieta esse coração; chega de sonhar, se não, qualquer dia ele para por aí e você vai ter a cara de pau de dizer não saber o porquê. Quando na verdade você vive se metendo em aventuras sem saber se vai dar conta de tanta adrenalina.
Mas sabe o que é? Gosto da emoção, de correr o risco. De apostar. Não consigo não me deixar envolver. E me envolvo com vontade de ir fundo no desconhecido. Não consigo simplesmente ignorar a conversa da semana passada, as mensagens, os telefonemas, o beijo, a poesia dedicada e nem aquele sorriso descompromissado. Qualquer convite é motivo pra festa, roupa nova, cheiros, sabores e mil expectativas. Expectativas essas que podem ou não serem alcançadas. Mas qual o problema, você não gosta de arriscar?
Mas a verdade é que só me satisfaço se sentir. E com isso faço cada pedaço do meu corpo vibrar num ritmo acelerado, parecendo uma bateria de tanto tum-tum-tum. Resta saber até quando. E, pra ser mais sincera, eu espero que seja assim pra sempre.
Prometo não mais querer o improvável!
(embora deixar de amá-lo seja quase impossível)."
(embora deixar de amá-lo seja quase impossível)."
