quarta-feira, 6 de junho de 2012

' Perdoar Eu/Você



__ andei observando o movimento por aqui, e tudo me parece calmo. Menos os pensamentos. Quase 3 meses sem postar nada, não por falta de vontade ou coisa parecida, mas simplesmente porque parece que os sentimentos deram um revira-volta e tudo mudou. Aprendi a aceitar os meus erros e a aceitar a minha culpa. Acho que estou me perdoando. Porém, falar de perdão não é tão fácil assim. Imagine colocar em prática o verbo PERDOAR. Talvez, exercitar o ato de perdoar a si mesmo seja bem mais difícil, ou pelo menos tão difícil e não menos importante quanto perdoar ao outro. Se fosse fácil, PERDOAR não seria uma das tarefas mais nobres, nem seria tão bonito. Pior do que saber perdoar é saber pedir perdão, esta é uma das atitudes mais corajosas que um ser humano pode ter. Não é fácil.

O que seria mais difícil, perdoar uma palavra (mal)dita ou pedir perdão por uma palavra (mal)dita? Um tapa na cara? Um desrespeito? Uma mágoa? E como ficaria uma cicatriz que alguém deixou no coração da gente?

PERDOAR não significa esquecer, significa parar de alimentar o ódio, independente de por nós mesmos ou pelos outros, é deixar que o coração se revigore, se renove pra o que ainda estar por vir. Precisamos nos despir desse peso, dessa culpa que carregamos, onde na maioria das vezes nem sabemos o porquê.

Como já diria Fernanda Mello: ‘frases só fazem sentido quando estamos prontas pra ouvi-las’. Mas depois de ouvi-las, saibamos entende-las e interpretá-las. Perdoar não é se calar, nem compactuar com o que não é direito. Não é real. Não é verdadeiro.

Por favor, paremos com essa mania exacerbada de achar que estamos acima do Bem e do Mal, que o certo, o correto, é só aquilo que fazemos. Paremos de achar que podemos fazer qualquer coisa sem nos importarmos com o que o outro sente.

Paremos de ser EX-TRE-MA-MEN-TE EGOÍSTAS.

Apesar de sermos seres humanos, parecemos mais irracionais do que imaginamos. Não somos únicos no mundo, não estamos sozinhos, e consequentemente nossos atos podem refletir em quem está ao nosso redor.

Paremos de auto-afirmação. Auto-promoção. Auto-flagelação.

Muitas vezes, um sentimento - efêmero – de superioridade, de egoísmo, nos sujeita a passar por tanta coisa suja, e isso tudo por tão pouco. Não somos super-heróis. Quantas vezes jogamos nossos valores na lama, pra ver se numa dessas a gente consegue se sentir superior ou outros (nem que seja por uns 2 segundos antes de bater a paranóia).

Paremos de ser EX-TRE-MA-MEN-TE EGOÍSTAS [2]

Vamos sempre nos achar os “fodões”. Bater no peito e dizer: "Sou foda!", e mesmo assim, continuar agindo com a maturidade de um alimento verde. Quer saber??¡¡ Somos foda, ÉÉÉ.. SOMOS “FODA” PRA CARALHO!! Magoamos, humilhamos e desrespeitamos os outros com uma facilidade absurda. E muitas vezes nem nos arrependemos. LINDO! Somos tão foda, que esperamos colher felicidade, respeito e verdade, mesmo depois de termos plantado discórdia, decepção e mentira. E sabe por que isso? Porque se você não sabe si aceitar, si perdoar... NUNCA...JAMAIS, saberá o significado ou terá a capacidade de Perdoar alguém.

Pode parecer clichê, mas a gente só colhe o que a gente planta....

Enquanto isso eu rezo. Por mim. Por você.


Déborah L.

domingo, 11 de março de 2012

- 1º/2º/3º ato!


' Já estava com saudade daqui. Passei um bom tempo tentando não postar aqui, tentando não transparecer tudo mais uma vez, apesar de saber que é impossível (Parece que meus sentimentos ficam estampados bem no meio da minha testa!). Passei alguns dias sem escrever, tentando me contentar só com as postagens reblogadas no Tumblr, mas não deu certo. Escrever é minha maneira de desabafar! Sabe quando você é pequeno e diz ter um amigo invisível? Poiseh! O blog se tornou esse amigo, aquele que conto tudo, mas ele tem uma desvantagem... ele conta pra todo mundo o que eu sinto!! Diga-se de passagem, ele é um tremendo “bocão”, mas ele não reclama das minhas lamentações. ((:
Tem certas coisas que você precisa guardar pra si, onde nem seu melhor amigo conhece o seu mais íntimo sentimento, mas chega uma hora que transborda e você tem que dividir aquilo com alguém. É como se você estivesse trancafiada dentro de você mesma, ter a chave, mas não conseguir se libertar. Acho que esse post hoje vai ser maior que os outros, porque hoje eu to com vontade de escrever ((: parece que tudo veio em meio a um espetáculo!! Tcharaaan.... vai começa...!

Primeiro ato!

Já são 05:12hs da manhã, 4 pessoas online do BP do face, e nenhuma do meu agrado de conversa ¬¬ enfim... mais uma noite revirada, acordada, mais um fds onde vontade de ir pelo menos dar uma voltinha na rua, eu não tenho.
Alguns me disseram que to com crise existencial! Há há há !!! pode até ser isso, ou NÃO! Mas como postei mais cedo no facebook: “É tanta hipocrisia, é tanta gente vazia, tanto assunto inútil, que ando com preguiça de conhecer pessoas…”.Sair de casa não me entusiasma mais! Pra falar a verdade, meu foco agora é estudar e passar em concurso. (se formar no final do ano e ficar desempregada não rola neh? Você vai me sustentar? NÃO neh? Então me deixe em casa estudando mesmo!!). minha vida se resume em: UFPI, estágios, academia, especialização e monografia! Então tempo pra rua não me pertence mais.


Segundo ato!

Hoje a nostalgia me pegou geral! Parece que a música vive me emprestando saudade.

‘ Saudade do tempo, dos velhos momentos,
dos anos passados que foram com o vento... ((♪...

Engraçado, mas não sei como dizer o que estou prestes a dizer ¬¬ seria legal se você (é, você que mora aqui s2) estivesse aqui pra que eu fizesse isso pessoalmente, só pra poder ver como ficaria a sua cara, porém isso é impossível. Então para isso as palavras terão que ser minimamente escolhidas e questionadas, antes de serem ditas (escritas) aqui. Primeiramente, peço que me perdoe pelo q vou escrever e que nunca esqueça os tempos passados. A cada saudade que a música vem me emprestar, ela traz junto lembranças que um dia me trouxeram conforto, mas que hoje, provocam dor. Podem dizer o que quiser, mas sempre tivemos uma ligação que não saberei explicar, mas meu coração sente, e nele eu acredito profundamente. De todo modo, apesar de tudo, não espero de forma alguma, que você me entenda, e não mentirei mais pra você, nem pra mim. Não me importo o que os outros pensem, se você vai saber do que estará escrito aqui, ou ate vou entender se nunca mais nos entendermos. Não me importo com o que o futuro me trará, mas você sempre será parte de mim. Sempre será meu Amor verdadeiro. Acho que você não vai nem entender, pois talvez, você tenha uma definição errada sobre o que é amor, até porque, um dia você disse me amar.

Terceiro e último ato!

Tem alguma coisa no meio disso tudo que não me deixa desistir... ninguém manda no próprio coração, muito menos no do outro. Como diria Luis Fernando Veríssimo: “não se alcança o coração de alguém com pressa”.
Já fui forte tantas vezes, por que não ser forte agora? Serei forte, mesmo que tudo dê errado de novo, e de novo, e de novo, de novo.... de novo... NOVO! Ééé!! Isso é assustador! O novo sempre assusta a gente de alguma maneira! O sentimento novo é um dos mais assustadores! Você não sabe se aquilo vai ser bom ou ruim pra você, se você não se permitir. Mas e ai?!! Você vai se permitir e se machucar outra vez? Ou você vai se permitir e dessa vez tudo será diferente? Ráááááhh !! quem vai saber?!!!! ¬¬
Queem sabe o amor não seja somente uma camuflagem para o que parece ser raiva novamente, ou seria vice-versa??

deixo assim ficar subentendido ;)

Fim do espetáculo!!!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Amigo: — Cara, você se arrependeu de ter terminado com ela?



Ele: — Olha pra mim, você acha que eu me arrependi? Eu saia sexta e só voltava segunda de manhã pra trabalhar. Eu peguei a mãe, a filha, a prima, a tia e só não peguei a vó da vizinha, porque ela tinha hemorroida. Eu tinha cortesia pra entrar nas melhores baladas. Eu esnobei as garotas que todos os homens queriam pegar. Transei de segunda à sábado, e domingo eu via futebol. Detalhe, sem ninguém me chamando pra ir ver a porra do casal feliz no Faustão ou sei lá o que. Me mandavam mensagens o dia todo e se você perguntar se eu li alguma eu vou te dizer que não. Eu podia ver filme pornô, levar a guria que eu quisesse pra minha cama e depois chamar o taxi pra ela ir embora pra eu não precisar gastar gasolina, porque convenhamos, tá cara pra caralho. Eu era o que elas queriam de qualquer jeito. E eu, queria todas de qualquer jeito, mas só um pouquinho cada uma. Chamava todas de bê, pra não errar o nome de nenhuma. E por que diabos elas achavam que isso era fofo? Eu ia pra academia as três das tarde e voltava as oito da noite. Tenho uma coleção de calcinha perdida na última gaveta da minha estante. Eu saia na rua com o som alto no carro e podia escolher a dedo, quero essa, depois essa e mais tarde, essa. Na minha geladeira nunca tinha uma caixa de cerveja, eram no minimo quatro. Eu não devia nada pra ninguém. A única guria que me cobrava alguma coisa, era minha mãe. Me cobrava minha cueca lavada e só. Não tinha que ir no cinema ver as comédias românticas e falar “own amor, eu faria o mesmo por você”. Não tinha que deixar de ir pra balada pra fazer um lanchinho em família. Não precisava me preocupar em horário e olhava pra quem eu queria na rua. Minha casa tinha festa toda quarta. Camisinha aqui tinha do Bob Esponja até das Três espiãs demais. E eu ainda dava de brinde um moranguinho pra cada garota. Meu trampo era sentado na frente do computador. Peguei tua irmã cara. A amiga dela. A Carolzinha filha do Prefeito da cidade. A Jú filha do gerente do banco. Loira, morena, ruiva, que gostava de pagode até a que gostava de gospel. Eu tinha o mundo na minha mão. E você me pergunta se eu me arrependi? Me arrependi caralho. Porque toda essa porra de vida perfeita nesses 9 meses que fiquei sem ela não teve valor nenhum depois que eu vi ela sorrindo de um jeito que nunca sorriu pra mim, pra um outro cara aí. Pra um vagabundo desgraçado que vai fazer ela feliz, porque eu, eu não fiz ela feliz e ainda mandei a melhor coisa que eu tinha na vida me esquecer. E sabe o que é pior? Ela me obedeceu.


(autor desconhecido)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

' O que você nunca vai saber...



__ Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequena num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.



(Caio Fernando Abreu)




[ "Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia".]

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

' Re(Pare)

Como disse Paulinho Moska: “Tudo novo, de novo”. Mas, praticamente, só o ano mudou, porque aqui dentro, pouco mudou. Apenas o silêncio e um coração que parece pedra, é tudo que venho carregando, sem mesmo saber o porquê. Há muita coisa que insiste em ficar calada no meio de muita coisa a ser dita. E tudo vai seguindo assim. Mudo. Calado. Meio hipnotizado. Talvez fique mais fácil prosseguir. Faz um bom tempo que as palavras insistem em sair e poder gritar o que se apresentava quieto há algum tempo. Parece uma rebelião aqui dentro, onde todos os erros, fraquezas e quereres são admitidos e esclarecidos.

Hoje me sobram palavras pra dizer que eu sinto saudades. Que sinto ciúmes. Passei muito tempo calada, então há muita coisa pra ser dita. Mas acredite, tem muita coisa que é melhor fica subentendida. Caso você re(pare) na minha nostalgia, saberá o que quer dizer cada letrinha aqui escrita. Observe a letra. A música. Leia o meu silêncio. Já cansei de usar as palavras pra poder me explicar, pra poder me expressar. Hoje peço apenas que me deixe senti-las. Só isso. E pra você, apenas re(pare) da forma que melhor convier. As palavras me inundam e imagino essa enchente de pensamentos e sentimentos arrastando tudo e me trazendo apenas coisas boas. Novos sentimentos. Novos ares. Novas pessoas. Novas vidas.

(Você também consegue imaginar isso tudo?)

Espero que tudo se renove, renasça, (re)crie. Que o passado não me apareça em outro lugar, a não ser nas lembranças. Que este seja uma página virada no livro da vida. E que se for pra relê-la, que ela me venha apenas como uma página colorida que tenha muito a me ensinar, mas nada do que me arrepender.

Déborah L. ;*