segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

' Meu, Minha!


"Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver
Então não desonre o meu nome."
Pitty







- Tenho certeza que eu mesma não consigo entender essas minhas palavras. É vida demais, realidade dura, leve, solta. Mas é a MINHA realidade.
Ultimamente tenho tido tanta preguiça de escrever, me falta coragem. É porque chega um momento em que a gente percebe que a vida não é só poesia bonita e eu, sinceramente, prefiro não jogar os meus problemas feios por aí. Alguns já me disseram que isso era fuga. Pode ate ser que sim, ou, talvez, não, isso eu não sei. Mas é bem fácil julgar sem saber. É muito fácil transformar a vida dos outros num filme onde as pessoas se pintam de preto e vivem num submundo, i(mundo). Mas não, a MINHA vida não é assim, não mesmo. Tenha certeza disso. A MINHA vida é pura cor, música, prosa, poesia, sabor. Dor. Arte. E você, independente de quem quer que seja, não tem nenhum direito de palpitar, não senhor. No MEU MUNDO não há espaço para palpites, hesitações ou algo da espécie; o MEU viver é pra agora, sem do que me arrepender.
Mas eu realmente queria saber algo. Queira saber se o seu coração carrega tanto sentir quanto o MEU. Já ouviu falar da alma, aquela coisinha que a gente carrega lá dentro, bem no fundo? Eu queria muito poder ver a sua. Saber se ela ousa perceber mais que o nosso mundo. Saber se você é alma. Amor. Não tenho nenhum interesse pela sua vida, mas sim pelas suas frustrações e pelas suas justificativas imundas pra querer me desviar do MEU caminho. Aceite, pois, a MINHA acidez e a MINHA pena. Aceite o que há de mais verdadeiro e justo em mim, na tentativa de entender você. Provavelmente eu não conseguirei, talvez as tentativas sejam falhas, porque em mim não há espaço para tanto rancor e medo da vida, não senhor. Não quero brincar com sentimentos de ninguém, assim como você. Não me escondo atrás do jogo por ter medo de perder. Quero ir além, ir fundo nas coisas... sentir! Aliás, vontade de viver é o que não me falta. Coração, amor e alma também não me faltam; mas também não me sobram, pois deles eu preciso cada vez mais. E quero mais. Preciso. Quanto mais vida couber no MEU coração, no MEU amor e na MINHA alma, melhor pra mim. E, conseqüentemente, melhor ainda pra quem estiver comigo.
Então vem cá! Vem cantar no meu ouvido. Ficar na minha vida. Se eternizar comigo. Escutar meu coração. Vem ser MEU!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

- Im(provável)!


- De tantas rasteiras que já me dei, eu ainda não me satisfiz com a última que eu mesma dei no meu coração. Lá vou eu tentando meu auto-sabotamento outra vez. Lá vou eu inventando um outro amor, mas não qualquer amor, e sim aquele antigo, perdido, errado. Lá vou eu sonhando em habitar aqueles olhos e me perder naquele sorriso. Lá vou eu inventar histórias que há muito já foram vividas. Tudo isso ao mesmo tempo em que eu ainda insisto num outro final feliz improvável. 
Eu e a minha mania de me apaixonar por tudo e por todos. De me achar e me perder em versos, toques, olhares, sorrisos e suspiros. Eu e a minha mania de enxergar príncipes encantados onde na verdade só há um
Don Juan com precedentes de canalha. De gostar desse calorzinho no coração. De escutar ele dizer "seu corpo combina com o meu..." e ficar com uma cara boba, quando sei que estou apenas inventando e ainda sim acreditando nos meus amores. Com aquele pensamento cretino de que se tantos já deram certo, por que esse não daria? Se ele não vale nada, por que não posso fazer valer?
Tira esse sorriso da cara, garota! Tira essa certeza incerta desse seu coração levado. Aliás, aquieta esse coração; chega de sonhar, se não, qualquer dia ele para por aí e você vai ter a cara de pau de dizer não saber o porquê. Quando na verdade você vive se metendo em aventuras sem saber se vai dar conta de tanta adrenalina. 
Mas sabe o que é? Gosto da emoção, de correr o risco. De apostar. Não consigo não me deixar envolver. E me envolvo com vontade de ir fundo no desconhecido. Não consigo simplesmente ignorar a conversa da semana passada, as mensagens, os telefonemas, o beijo, a poesia dedicada e nem aquele sorriso descompromissado. Qualquer convite é motivo pra festa, roupa nova, cheiros, sabores e mil expectativas. Expectativas essas que podem ou não serem alcançadas. Mas qual o problema, você não gosta de arriscar?

Mas a verdade é que só me satisfaço se sentir. E com isso faço cada pedaço do meu corpo vibrar num ritmo acelerado, parecendo uma bateria de tanto tum-tum-tum. Resta saber até quando. E, pra ser mais sincera, eu espero que seja assim pra sempre.

Prometo não mais querer o improvável!
(embora deixar de amá-lo seja quase impossível)."

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

' etílico ATIVAR!


- É muito minha cara, essa coisa de declarar o meu amor e meus sentimentos pro mundo inteiro. Vivo numa época onde não to sabendo lidar com tanto sentir, uma época onde há muito dentro de mim. Às vezes pareço escrever pra alguém que nem sei se existe e enquanto isso a vida vai parecendo se perder junto a cada gota de álcool que desce pela garganta. Mas não me importo!
Eu quero mais, talvez, hoje, o que é verdadeiramente meu, já não me baste! Haja palavras pra decifrar, haja tanto pra sentir, haja tanto pra viver!
Quero suspiros ao pé do ouvido. Olhar. Beijo. Nuca. E a nossa música tocando ao fundo, por favor! Vontade de escrever aquela puta historia de amor. Preciso de confissões, corpos embolados no tapete da sala de estar. Serotonina, endorfina e afins cairiam muito bem... quero  altas doses de álcool e o suor escorrendo pela pele.

Alguém me dê algo forte, na veia, por favor!?!

Me basta a minha falta de vergonha na cara e a minha cara de pau! Não ligo! Me basta o meu querer, minha loucura, minha insanidade!
Tenho aquele que é meu caso serio desde sempre, mas hoje só quero permitir alguém que me tire do sério, que me cante, me toque, que me insente de toda culpa. Quero me perder. Com você. Em você. Ser um pequeno poema escrito num guardanapo qualquer.... uma aventura de amor!

Eu quero Temer...
Tremer...
Prazer...
Esquecer!



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

' NÃO!!



...eu não te amo, idiota.
O que eu sinto é uma coisa muito mais carnal. Tem gosto de perigo. Proibido. É aquela coisa das quatro paredes. Das frases gemidas.
O toque, o cheiro, o gosto.
Não, não é amor.
O que eu sinto não tem nome.
É dança dos corpos. É o que arde.

Ou melhor, tem nome sim.

(Me) Descubra.