__ um festa que há muito tempo eu me programava tá rolando lá, mil apostilas pra estudar, 03:01h da madrugada, e eu aqui... pensamento sabe-se lá onde, se aqui, ou em outra cidade, estado, ou posso dizer país? Há quem diga que minha vida daria um bom roteiro pra filme de drama, e um drama de primeira. E agora não poderia ser diferente. Nesses últimos dias comecei a ser obrigada a aceitar algumas coisas. Descobri que to pior do que eu imaginava, e não dá pra negar. Realmente você me fodeu de todas as formas que uma pessoa pode foder outra pessoa. Acabou comigo :( Descobri que esse sentimento é o que vem acabando comigo. Pode parecer uma história bonita, mas acho que é bonita pra quem está de fora. Só pra quem vê e pensa como uma boa história de cinema. Porque pra quem vive, ah meu amigoo, não é tão bonito assim. Não mesmo.
Esses dias tive que ver diretamente o não. Considerando tudo que eu já foi vivido, isso é bem vulnerável. Mas dessa vez foi bem diferente. Insegurança é uma coisa bem real perto de você. Você acaba me dando toda a esperança do mundo sem precisar me prometer absolutamente nada. Sei muito bem da minha culpa de criar as velhas e inconvenientes expectativas. Sei muito bem da minha culpa em achar que tudo poderia viver nesse vai-vem, com minha tal flexibilidade moral pra viver uma aventura com você. Na verdade, você consegue, de um jeito muito estranho, me fazer bem e mal ao mesmo tempo. E isso é tudo o que eu menos quero e preciso agora. Cheguei naquele ponto extremo, onde não estou mais disposta a jogar. Vivo um tanto quanto cansada de ter que ter jogo de cintura e adivinhar o seu próximo passo, ou qual carta você vai descartar. Meu momento agora exige tranquilidade e segurança. Insegurança já me basta vindo de você.
Preciso colocar os pés fixos no chão, tentar recomeçar, e não jogar. Preciso viver. Preciso fugir antes que tudo de bonito que existe (ou existiu, sei lá) deixe de existir. Preciso não querer, e muito menos precisar de um “oi” seu que não seja pra mim. éééh, ocorreu o que já vinha ocorrendo há muito tempo, e só eu não conseguia enxergar: acho que amei bem além da conta. Amei mais que o que se é aceito, mais do que eu podia aturar. Amei mais do que eu podia amar e agora estou pagando por causa disso. Que saber, sofro sim. Podem registrar esse momento de desabafo que não é raramente que ocorre, mas quando ocorre, eu sempre me mostro mais segura. Estou fugindo do amor "com medo de perder minha liberdade". Mais do que isso, tenho medo, sobretudo, de demolir as coisas bonitas e mais singelas que eu venho conservando de você ao longo do tempo.
Portanto, me demito temporariamente. Pra ser bastante sincera nem eu acredito nessa despedida, mas preciso de tempo pra recomeçar. Preciso tentar me reconstruir... pra, quem sabe assim, procurar alguma forma de resgatar o que houve e ainda haverá.
O difícil hoje, não é perguntar se eu ainda te amo, mas sim... se depois de tudo, eu ainda te amaria.
