- Sinto saudade da minha infância... Do tempo em que todo mundo achava lindo eu ser gordinha. Dos dias em que minha maior preocupação era encontrar o esconderijo perfeito para que meu irmão não me vencesse na brincadeira.
Sinto saudade de não ter muito o que pensar, de não ter medo de enfrentar o que é novo - de ser curiosa pelo novo!
Que falta me faz o tempo de sono tranquilo, de não cismar sozinha à noite com mil coisas, de não esperar... Por nada... Por ninguém. Não precisar interpretar palavras e atitudes. Viver apenas de sonhos... Queria voltar a ser criança para chorar toda vez que algo me decepcionasse. E correr apressadamente para o colo da minha mãe e ela me ninar a noite pra eu conseguir durmir.
Que saudade do meu paizinho, do meu vôzinho... De seu colo, suas brigas, da sua chegada com as besteirinhas que trazia pra mim. Queria ter nascido velha para ir vivendo as glórias de ser criança, mas nada deprimente como O Curioso caso de Benjamin Button, não...
Que todos ao meu redor sofressem também do mesmo mal. Assim, teria novamente meu irmão para brincar comigo, puxar meus cabelos e sair correndo. Subiríamos novamente no pé de laranja que tinha na antiga casa (ele cresceria de novo, porque cortaram) e a imaginação sem limites transformaria um velho objeto de quintal facilmente em uma ótima forma de brincar. Sinto saudade de não sofrer com sonhos adiados, com problemas persistentes. Deixaria de pensar em beijos, promessas de amor, cheiros, mãos, apegos. Eu seria apenas criança de novo. Mais nada. É uma pena que a máquina do tempo só exista nos filmes do Michael J. Fox. É, Cazuza... Bem que você tentou avisar que o tempo não para. Não para, não...
Não para...
Sinto saudade de não ter muito o que pensar, de não ter medo de enfrentar o que é novo - de ser curiosa pelo novo!
Que falta me faz o tempo de sono tranquilo, de não cismar sozinha à noite com mil coisas, de não esperar... Por nada... Por ninguém. Não precisar interpretar palavras e atitudes. Viver apenas de sonhos... Queria voltar a ser criança para chorar toda vez que algo me decepcionasse. E correr apressadamente para o colo da minha mãe e ela me ninar a noite pra eu conseguir durmir.
Que saudade do meu paizinho, do meu vôzinho... De seu colo, suas brigas, da sua chegada com as besteirinhas que trazia pra mim. Queria ter nascido velha para ir vivendo as glórias de ser criança, mas nada deprimente como O Curioso caso de Benjamin Button, não...
Que todos ao meu redor sofressem também do mesmo mal. Assim, teria novamente meu irmão para brincar comigo, puxar meus cabelos e sair correndo. Subiríamos novamente no pé de laranja que tinha na antiga casa (ele cresceria de novo, porque cortaram) e a imaginação sem limites transformaria um velho objeto de quintal facilmente em uma ótima forma de brincar. Sinto saudade de não sofrer com sonhos adiados, com problemas persistentes. Deixaria de pensar em beijos, promessas de amor, cheiros, mãos, apegos. Eu seria apenas criança de novo. Mais nada. É uma pena que a máquina do tempo só exista nos filmes do Michael J. Fox. É, Cazuza... Bem que você tentou avisar que o tempo não para. Não para, não...
Não para...



