domingo, 20 de novembro de 2011

' Sem título ;X


__ um festa que há muito tempo eu me programava tá rolando lá, mil apostilas pra estudar, 03:01h da madrugada, e eu aqui... pensamento sabe-se lá onde, se aqui, ou em outra cidade, estado, ou posso dizer país? Há quem diga que minha vida daria um bom roteiro pra filme de drama, e um drama de primeira. E agora não poderia ser diferente. Nesses últimos dias comecei a ser obrigada a aceitar algumas coisas. Descobri que to pior do que eu imaginava, e não dá pra negar. Realmente você me fodeu de todas as formas que uma pessoa pode foder outra pessoa. Acabou comigo :( Descobri que esse sentimento é o que vem acabando comigo. Pode parecer uma história bonita, mas acho que é bonita pra quem está de fora. Só pra quem vê e pensa como uma boa história de cinema. Porque pra quem vive, ah meu amigoo, não é tão bonito assim. Não mesmo.
Esses dias tive que ver diretamente o não. Considerando tudo que eu já foi vivido, isso é bem vulnerável. Mas dessa vez foi bem diferente. Insegurança é uma coisa bem real perto de você. Você acaba me dando toda a esperança do mundo sem precisar me prometer absolutamente nada. Sei muito bem da minha culpa de criar as velhas e inconvenientes expectativas. Sei muito bem da minha culpa em achar que tudo poderia viver nesse vai-vem, com minha tal flexibilidade moral pra viver uma aventura com você. Na verdade, você consegue, de um jeito muito estranho, me fazer bem e mal ao mesmo tempo. E isso é tudo o que eu menos quero e preciso agora. Cheguei naquele ponto extremo, onde não estou mais disposta a jogar. Vivo um tanto quanto cansada de ter que ter jogo de cintura e adivinhar o seu próximo passo, ou qual carta você vai descartar. Meu momento agora exige tranquilidade e segurança. Insegurança já me basta vindo de você.
Preciso colocar os pés fixos no chão, tentar recomeçar, e não jogar. Preciso viver. Preciso fugir antes que tudo de bonito que existe (ou existiu, sei lá) deixe de existir. Preciso não querer, e muito menos precisar de um “oi” seu que não seja pra mim. éééh, ocorreu o que já vinha ocorrendo há muito tempo, e só eu não conseguia enxergar: acho que amei bem além da conta. Amei mais que o que se é aceito, mais do que eu podia aturar. Amei mais do que eu podia amar e agora estou pagando por causa disso. Que saber, sofro sim. Podem registrar esse momento de desabafo que não é raramente que ocorre, mas quando ocorre, eu sempre me mostro mais segura. Estou fugindo do amor "com medo de perder minha liberdade". Mais do que isso, tenho medo, sobretudo, de demolir as coisas bonitas e mais singelas que eu venho conservando de você ao longo do tempo.
Portanto, me demito temporariamente. Pra ser bastante sincera nem eu acredito nessa despedida, mas preciso de tempo pra recomeçar. Preciso tentar me reconstruir... pra, quem sabe assim, procurar alguma forma de resgatar o que houve e ainda haverá.

O difícil hoje, não é perguntar se eu ainda te amo, mas sim... se depois de tudo, eu ainda te amaria.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

' 1ª/2ª pessoa


_ São exatamente 03:46h da manha, dia 04/11/11... mais uma noite onde tento dormir, não consigo, fico olhando pra o teto e pensando o quanto é irônico como tudo fica mais claro depois que você começa a ver o real lado das coisas, quando você realmente quer ver as coisas, e o quanto elas ficam mais claras depois da “tempestade”.
Até que tudo poderia finalizar por aqui. Mas não. Eu tenho sempre essas urgências que me fazem continuar, que me impedem calar. Mas seria bom se alguém me ensinasse como se faz pra calar o coração, não é mesmo? IMPOSSIVEL. Eu não poderia, e ninguém pode. É bem simples, sou feita inteiramente do que sinto. E, quer saber, eu sinto. Muito. E-XOR-BI-TAN-TE-MEN-TE. Desse jeito mesmo, grande e em pausas, que é pra dar tempo de me acompanhar. Pode parecer difícil, que eu sou uma maluca que não se contenta apenas com alguns momentos. Sou daquele raro tipo de pessoa pra quem tudo tem que ter uma razão, um porquê. Um simples significado oculto que seja. E isso me faz saber que não é qualquer um que consegue lidar com isso sem meter os pés pelas mãos. Aprendo. Sou difícil. Pra alguns, incompreensível. Pra outros, nem tanto.
Hoje passei a acreditar que as coisas se abrem exatamente no momento em que estamos prontos para enxergá-las. E eu vi. No meio a tanta bagunça emocional, eu senti. Entendi. Compreendi. Reconheci e aceitei as culpas, os erros, os desencontros. Me perdoei. Te perdoei. Assim mesmo, na primeira e segunda pessoa, pra ficar claro que eu entendi que o que me faz mal são as minhas próprias escolhas, e que os outros são responsáveis por suas escolhas, não posso mudá-las. O resto que vier, é consequência. O que acaba por fugir do meu controle, bem... apenas foge do meu controle. Simples assim. Chega de sofrer pelo que EU não posso mudar. Sem perder a placidez pelo que não vale à pena. E principalmente, sem perder a lealdade por mim mesma.
Não espero que tudo que falo ou faço seja entendido, muito menos, tenho a intenção de me explicar. Mas, quer saber da real? Às vezes dói. Dói porque essa falta de desenvoltura me deixa perdida. Acaba doendo porque as coisas se desmoronam de uma forma meio caótica e mais uma vez eu fico com aquela velha conhecida cara de interrogação: por quê? E o mais incrível, é que ao mesmo tempo dói de uma forma necessária pra que as coisas achem o seu devido lugar, e aí – BUUUH! - encontro meu ponto de equilíbrio no lugar mais improvável do mundo: dentro de mim.


Dói.
Mas junto com a dor vem aquela leveza que - ainda bem
- tem teimado em não me deixar sozinha.