- sabe esses dias onde tudo que você queria era poder voltar pra casa sem precisar responder mais nenhuma pergunta que a vida lhe oferece? Era assim que eu queria tá hoje, mas como sempre, aparece mais uma pergunta pra me questionar.
Meus sentimentos sempre foram verdadeiros e intensos, mesmo que um tanto quanto atrapalhados. Amei, e amei muito. Tudo que vivi não deixei trancado em caixas, gavetas ou foram simples recordações em fotos, mesmo que eu tenha tentado apagar, de todas as formas, as marcas deixadas, mas cicatrizes são marcas que não se pode arrancar, não tenho como me livrar. E assim vou lutando sozinha contra meus sentimentos.
As lembranças se mostram presentes cada vez mais e a saudade insiste em me fazer visitas frequentes. As coisas aparentemente parecem correr bem, mas estão perdendo o nosso “sabor”... o nosso “cheiro”.
O dia ta clareando lá fora, são exatamente 05:03hs da manha, é mais um dia em que vejo o sol nascer e tudo me vem à cabeça... tudo tão natural, até então. Com tantas perguntas que aparecem na minha cabeça, essa nunca apareceu antes. Sempre relatei meu lado, mas vale à pena lembrar que sempre existiu o outro lado, e esse lado também tinha sentimentos, mas nunca parei pra pensar sobre o que esse lado poderia achar disso tudo. Foi então que me veio à cabeça: será que a culpa não foi minha, por passar uma imagem errada de mim mesma?
Nem sempre sou como mostro ser. Não sou tão forte como tento me mostrar ser. Não sou tão esperta como pensavam que eu fosse. Nunca fui tão desinibida como pensam. Não sei me virar bem sozinha, quando digo que me viro. Sou chata mesmo, e muitas vezes nem eu me aguento. Entre outras coisas, o sorriso que trago, nem sempre mostra o que realmente sinto.
A gente se preocupa tanto com o que a gente sente que muitas vezes não paramos pra reparar o que sentem por nós. O ruim é não poder corresponder, por isso, se for pra ser assim, prefiro que não se apaixonem por mim. Não quero ser pra sempre metade do sonho de alguém. Prefiro que não tenham um sonho incompleto como o meu.
Eu não quero mais essa vida de “quase”. De quase conseguir esquecer, quase aceitar o novo, quase ser feliz de novo, quase conseguir tudo, quase desistir de tudo... Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio.
E eu quase amo tanto, tanto, tanto, que deixo em paz. Deixo você se virando sozinho, se dobrando sozinho. Se virando e subindo as escadas da vida. Afinal, nossa quase história teve, sim, um final feliz... só não me peça pra quase viver... Pois eu não sei viver pela metade!
E aqui estou eu... quase acreditando em tudo que escrevi. Quase...
