- O tempo vai passando junto aos pensamentos. Com passos lentos, olhares fixos, uma mão no bolso e a outra ao vento. Sentindo o sabor de cada lágrima que vai percorrendo sua face, escorrendo pelos lábios. Sobre o rosto, um óculos escuro, cobrindo, praticamente, o todo. Tudo isso pra fazer se sentir um pouco mais segura. Pra ninguém tentar imaginar seu futuro pelos olhos dela. Todo começo de cada sentir, a chuva parecia cair... mas só o tempo que mudava. Uma mistura de frio e calor, e mais calor... seco e molhado, e assim tudo seguia. Olhava pra o céu, mas não se via a lua, apenas as estrelas. Sim, era noite sim... e mesmo assim ela usava óculos. Não por problema de vista ou coisa do tipo, pois não existe o porquê de esconder nada de ninguém, mas ela não queria ver o futuro daquele olhar. Tudo por conta da tristeza que é só dela. Fatos assim, dela pra ela. Uma saudade só dela, um sentimento, um querer, um sentir, um gosto, uma vontade, uma verdade, um tudo, um nada. Não existem ponteiros nessas horas. Tira essa mão do bolso, olha pra frente, e solta um sorriso de canto ao ver chegar. É, uma mulher menina, uma menina mulher. Eterna menina. Futura mulher. Não tem pressa. Tudo munda. Tudo gira. Ela vai se achando e se perdendo nos pontos de tudo. Desse texto, do momento, da vida, do nada, de tudo o que vê e pensa, do agora.
Sentada na varanda, vai vendo a lua chegar e andando no vento. Não havia nuvens no céu. Usava um short e uma sandália havaiana em pleno sábado. Às vezes, dava cada pulo, que parecia alcançar as estrelas. Voava. Sorria. Adorava ela, ali parada, admirando cada gesto, cada segundo de cada passo e olhar. Tudo vai muito lindo. Cabelos contra o vento, o coração preservando as composições da verdade e os olhos misteriosos camuflados. Ela é e sempre será assim. Adora brincar de esconder coisas. Sentimentos. Ninguém imagina, mas eu já descobri algumas dessas coisas. E algumas pessoas, inexplicavelmente, também. Penso em uma música, e há outra pessoa que não é ela nem sou eu, começo a cantar. É tão excitante isso tudo. Nós entendemos. É o entender de olhos. Amo os olhares e o que eles tentam dizem. Mais engraçado é quando o olhar contradiz o que a boca fala. Sinto que o de dentro entende mais, por isso ela solta gargalhadas que, às vezes, nem eu entendo, mas isso melhora.
A deixo só e de longe a observo. Ela nunca ficou só, mas às vezes é de sua preferencia ficar. Ama músicas, vinhos e pessoas de sentimentos de verdade. Ela e eu, ela ou eu... misturando alma e coração. É tão bom sentir... O olhar perspicaz da lua, os sentimentos preservados, a chuva, os óculos em todas as horas e um sorriso de canto de boca... Já tá na hora, é dia, vamos dormir com a lembrança daquele sorriso da lua, da vida. Não há distância, tá tudo em nosso peito. Dela e meu. O nosso relicário secreto. Dormiu. Ela, Eu... Ah! Sem despedidas, te peço por favor. Durma com os anjos...
Sentada na varanda, vai vendo a lua chegar e andando no vento. Não havia nuvens no céu. Usava um short e uma sandália havaiana em pleno sábado. Às vezes, dava cada pulo, que parecia alcançar as estrelas. Voava. Sorria. Adorava ela, ali parada, admirando cada gesto, cada segundo de cada passo e olhar. Tudo vai muito lindo. Cabelos contra o vento, o coração preservando as composições da verdade e os olhos misteriosos camuflados. Ela é e sempre será assim. Adora brincar de esconder coisas. Sentimentos. Ninguém imagina, mas eu já descobri algumas dessas coisas. E algumas pessoas, inexplicavelmente, também. Penso em uma música, e há outra pessoa que não é ela nem sou eu, começo a cantar. É tão excitante isso tudo. Nós entendemos. É o entender de olhos. Amo os olhares e o que eles tentam dizem. Mais engraçado é quando o olhar contradiz o que a boca fala. Sinto que o de dentro entende mais, por isso ela solta gargalhadas que, às vezes, nem eu entendo, mas isso melhora.
A deixo só e de longe a observo. Ela nunca ficou só, mas às vezes é de sua preferencia ficar. Ama músicas, vinhos e pessoas de sentimentos de verdade. Ela e eu, ela ou eu... misturando alma e coração. É tão bom sentir... O olhar perspicaz da lua, os sentimentos preservados, a chuva, os óculos em todas as horas e um sorriso de canto de boca... Já tá na hora, é dia, vamos dormir com a lembrança daquele sorriso da lua, da vida. Não há distância, tá tudo em nosso peito. Dela e meu. O nosso relicário secreto. Dormiu. Ela, Eu... Ah! Sem despedidas, te peço por favor. Durma com os anjos...
“não diz nada, você não diz nada. apenas olha para mim, sorri. quanto tempo dura?”
Déborah L. ;*

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